A fabricação de papel é iniciada com a mistura de fardos de celulose e água em um imenso liquidificador denominado desagregador. Esta mistura de água e celulose resulta na formação da massa celulósica.
A partir daí, as fibras de celulose passam pelo processo de refinação, no qual as paredes das fibras são quebradas e as fibrilas expostas, que, ligadas quimicamente, asseguram uma maior resistência ao papel.
Depois do refino, ocorre a mistura de amido de massa, alvejante e matizante. Esta massa vai para os cleaners, nos quais ocorre a limpeza da massa, que, estando limpa, recebe cola, carga mineral e agentes de retenção. Em seguida, segue para os depuradores verticais – peneiras encarregadas de completar a limpeza.
Com a massa livre de impurezas, a formação da folha de papel ocorre na mesa plana através da caixa de entrada. É nela que se define a gramatura do papel produzido, de acordo com a quantidade de massa liberada. É iniciado aqui, através de elementos desaguadores (Foils, caixas de sucção de alto e baixo vácuo), a drenagem da água do papel.
Ao sair da tela, a massa tem cerca de 20% de teor seco, e passa para o próximo passo, a prensagem nos feltros. Os feltros funcionam como “esponjas”, sugando a água do papel. O feltro e a folha são prensados no NIP. Na saída, ao voltar ao seu volume normal, o feltro suga a água da folha, que dali será retirada por vácuo.
Ao chegar aos grupos de secadores, o papel apresenta cerca de 47% de teor seco. A secagem consiste na passagem do papel entre os cilindros e as telas secadoras. Com isso, ocorre a evaporação da água do papel, pois os cilindros estão aquecidos com o vapor proveniente da Caldeira (60º a 110º C).
É de extrema importância que o papel seja aquecido de forma gradual, caso contrário pode ocorrer quebra ou apresentação de deformidades que comprometam sua qualidade, como rugas, fichas e crespo.
Após esta etapa, o papel apresenta cerca de 5% de umidade.
A Calandra funciona como uma prensa. O papel passa entre os rolos em alta pressão e o resultado é a regularização da superfície. Com isso, a espessura e a aspereza diminuem e ficam mais uniformes. Existem também as soft-calandra, que tem como objetivo aumentar o brilho e uniformizar a espessura sem influenciar o bulk (dureza do papel).
A rebobinadeira corta o rolo-mãe em bobinas no formato especificado pelo PCP, que recebe dos clientes as especificações.
Finalmente, as bobinas são embaladas, identificadas e pesadas; a partir daí, seguem para a Expedição, onde serão destinadas a cada cliente. Ainda, é possível que o papel passe pelo setor de Acabamento, onde é cortado em formatos gráficos ou transformado em formulário contínuo.
Para determinados processos existem alguns diferenciais, como:
Papel Off-set - é utilizado o Size-Press (banho de amido para promover a resistência superficial do papel - esse processo ocorre em uma seção intermediária da máquina).
Papel Monolúcido - é utilizado o cilindro monolúcido para promover o brilho no papel.
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